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Mostrando postagens com o rótulo Economia

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Economia - O Fundo do Poço

No final de 2015, até meados de 2016, muitos torciam para chegarmos logo ao fundo do poço, na esperança de que, não tendo mais para onde descer, começássemos a subir. Os mais pessimistas avisavam que seria bom não encontrarmos um lamaçal que nos prendesse no fundo por muito tempo.

Economia - Ou Paga, Ou Desce

O otimismo em relação a expectativa econômica demonstrado nas pesquisas de opinião desde meados de julho não se sustenta em nenhum ato efetivo do governo a favor da retomada do crescimento. As medidas propostas pelo Superministro Henrique Meireles estão mofando nas gavetas das Câmaras Legislativas enquanto os parlamentares esperam o fim da novela do impeachment. Novela que eles mesmos, com o auxílio luxuoso do Supremo Tribunal Federal, trataram de esticar até os limites do insuportável. Crescimento retórico é uma bolha de sabão prestes a estourar a qualquer momento, haja visto o que está acontecendo na Argentina.

Economia - O SuperMinistro

Já comentamos (aqui) sobre a temeridade que é estabelecer o prazo mínimo de vigência em vinte anos para as medidas emergenciais propostas por Henrique Meirelles ao assumir o Ministério da Fazenda, especialmente no que tange a alteração da Constituição Federal, que pretende indexar o orçamento com a previsão dos gastos e investimentos do governo apenas ao índice da inflação.

Economia - Temerários Vinte Anos

Uma medida de contingenciamento emergencial deveria ter caráter temporário, com razoável previsão de início e fim de seus efeitos, mas toma contornos definitivos já a partir do momento em que depende de uma mudança na Constituição Federal. No entanto, como no Brasil alterar a Constituição tem se tornado mais fácil do que mudar de camisa, para se prevenir, o Ministro da Fazenda Henrique Meirelles recomenda ao Presidente Michel Temer que inclua na Proposta de Emenda Constitucional (PEC) um prazo mínimo obrigatório de 20 anos em vigor, sem qualquer mudança, além de proibir que seja anulada por Medida Provisória, esse importante instrumento que tem sido banalizado nos últimos mandatos presidenciais.

Economia - Atestado de Burrice

O departamento de propaganda petista está promovendo farta distribuição de atestados de burrice. E tem gente brigando para entrar na fila e levar o seu.

Já estava previsto que o PT iria botar a culpa por seus desvarios em qualquer um que assumisse o governo depois deles. Com o impeachment em andamento calhou de ser o Michel Temer, Vice Presidente na chapa da Dilma. Mesmo sendo avisados de antemão, ainda tem gente comprando a ideia de que o Temer seja o culpado por tudo de ruim que está acontecendo no Brasil.

Economia - Pedra de Toque

Pedra de toque é uma expressão usada figurativamente para se referir a uma forma de avaliar, uma determinada coisa ou situação. Originalmente a pedra de toque é usada pelos ourives para verificar e garantir a qualidade de metais preciosos.

A reunião do COPOM no próximo dia 20 deste mês pode ser usada como a pedra de toque da política econômica a ser implementada pelo atual Ministro da Fazenda. Neste dia, dependendo da ação tomada pelo COPOM em relação à taxa Selic e da reação do Ministro Nelson Barbosa, talvez tenhamos finalmente subsídios para avaliar as tendências do provável plano econômico que está por vir. Até agora o mercado especula com base nas convicções do Ministro expressas em suas ações e palavras antes de assumir o cargo. E, segundo estas especulações, as perspectivas não são nada boas.

Economia - FHC e o Plano Real

Quem me acompanha há algum tempo sabe que eu falo de Fernando Henrique e do Plano Real com certa satisfação e um sentido íntimo de gratidão.  
Fui vítima direta de dois dos planos anteriores. Fiquei muito tempo desempregado no primeiro e uma pequena empresa que eu tocava com meus parentes faliu junto com o plano na segunda vez.
O fato é que, eu recebi o Plano Real com muita desconfiança. Passei a prestar uma maior atenção ao mecanismo do plano, para tentar ver como ele funcionava e principalmente para evitar cair junto quando ele fracassasse, como me acontecera antes. Aí eu pude entender a genialidade por trás do Plano. Desde a dolarização disfarçada até a insatisfação de quem não estava contente por perder dinheiro com o câmbio. Eu assisti a tudo.

Economia - Mais do Mesmo

A melancólica saída do Doutor Joaquim Levy do Ministério da Fazenda não chega a ser uma surpresa para o mercado. A saída em si, apesar de ser tão recente (foi agora à tarde, 18/12, depois do fechamento das operações da bolsa) já está plenamente absorvida pelo mercado, uma vez que a expectativa de sua saída vem sendo alvo de  especulações há meses. O que realmente preocupa o mercado é seu substituto. Por insólito que possa parecer, não é a formação acadêmica do atual Ministro da Fazenda e ex-Ministro do Planejamento que deixa o mercado de orelhas em pé. Até pelo contrário. Se dependesse apenas da análise de seu currículo, o também Doutor Nelson Henrique Barbosa Filho estaria aprovado com louvor.

Economia - Síndrome de Estocolmo

“Fui professora em uma escola da Samarco durante 9 anos. Foram os melhores anos de trabalho da minha vida”~ Leide Oliveira, 50 anos, Professora
Dois assaltantes invadem um banco em Estocolmo e mantém quatro pessoas reféns durante seis dias. Ao contrário do que se poderia esperar, as vítimas recusam a ajuda da polícia, usam seus corpos como escudo para protegê-los e culpam ao Estado pela situação. Uma das vítimas vai ao extremo de criar um fundo para ajudar aos assaltantes nas despesas judiciais, após terem sido libertadas. A partir deste episódio ocorrido em 1973 observou-se que este estado de dependência psicológica onde as vítimas desenvolvem simpatia, ou mesmo um sentimento de amor ou amizade, para com seus algozes era mais comum do que aparentou inicialmente, e a psicologia passou a chamar este comportamento particular de "Síndrome de Estocolmo" em homenagem ao episódio que deu origem aos estudos.  (Mariana Araguaia - "Síndrome de Estocolmo"; Brasil Escola)

Economia - Fim do Plano Real

A base fundamental do Plano Real foi a credibilidade
Credibilidade! Uma palavra muito debatida ultimamente. As pessoas precisam acreditar que você seja capaz de cumprir aquilo que promete. Quando você abre uma conta em um banco por exemplo, você precisa mostrar que é a pessoa que diz ser e que reside onde diz que mora. Mas principalmente, precisa provar que ganha aquilo que declara em termos financeiros, afinal bancos vivem de guardar o dinheiro dos outros e, se não houver dinheiro para guardar, um banco não se interessará por você. Não tendo dinheiro em um banco, dificilmente um banco lhe dará algum crédito. O tamanho do crédito que você pode ter vai depender de quanto você pode guardar no banco.
Neste contexto, o que seria crédito afinal? Nada mais do que acreditar que o potencial indicado pela penca de documentos que você apresentou ao abrir a conta é verdadeira.
É redundante mas, para lhe dar crédito as pessoas precisam acreditar em você.

Economia - Estaleiro Mauá, o Fim

“En las Crisis es donde están las grandes oportunidades” Germán Efromovich Errei meu último prognóstico. Acreditava que o Estaleiro Mauá ainda pudesse ter uma chance de continuar. Que a chantagem sobre o governo quanto ao número crescente de desempregados no estado do Rio de Janeiro e no país ainda fosse prevalecer. Mas a avalanche provocada pela ação coletiva levada adiante pelo Ministério Público do Trabalho, com o apoio do Sindicato dos Metalúrgicos de Niterói (outra surpresa para mim), tornou insustentável a manutenção do estaleiro. Ao fim, aconteceu o que o dono queria.
Indústria naval no Brasil só é um bom negócio quando a Petrobrás está bem e não tem ninguém inspecionando seus gastos. Fora isso, é um péssimo negócio. É ruim construir navios sabendo que, nem de longe, os navios construídos podem competir com aqueles feitos em países que levaram a sério o mercado da construção naval.

Eu sei o que estou falando. Trabalhei no controle de qualidade do mais tradicional dos estaleiros …

Economia - Estaleiro Mauá, Ainda Não é o Fim

Crise do setor naval é mais caótica do que possa parecer
Como você se sentiria se pudesse abrir uma empresa onde não fosse obrigado a investir em novas tecnologias? Onde não fosse preciso buscar a diversificação ou novas metodologias de trabalho, nem buscar o aperfeiçoamento da gestão empresarial, nem nada disso de que depende a sobrevivência das grandes empresas? Se você pudesse continuar a cometer os mesmos equívocos que no passado levaram empresas no mesmo ramo a fechar as portas e mesmo assim continuasse contar com crédito ilimitado no mercado, não importando o quão primários fossem os erros empresarias cometidos? E mesmo assim continuasse a ter prioridade em contratos milionários com a maior empresa estatal brasileira, sem o risco de ser incomodado pela concorrência de empresas estrangeiras? Provavelmente você julgaria ter alcançado o paraíso comercial.
Pois é exatamente assim que se sentem os donos de estaleiros navais. Não importa o que eles façam de suas empresas ou quantos erro…

Economia - Estaleiro Mauá, o Começo do Fim

1.500 trabalhadores demitidos. Estaleiro alega "grave crise financeira" Conforme a FORJA já havia previsto (Leia em"O Sequestro de 3.200 Trabalhadores" e "O Brasil e a Construção Naval") começou a derrocada da proposta aventureira de revitalização da construção naval no Brasil. Aproveitando-se de linhas de crédito abertas a perder de vista especuladores travestidos de empresários arrancaram o que foi possível da Petrobrás, do BNDES, da Caixa Econômica, dos Fundos de Pensão dos trabalhadores e agora vão fechar as portas sem entregar as encomendas contratadas, como se nada tivesse acontecido nos últimos dez anos.

Economia Movediça

Economia brasileira recuou 0,2% neste trimestre
Depois da fase daquilo que eu chamo "economia midiática", onde o Ministro da Economia anterior divulgava projeções otimistas para o futuro como se fossem atuais e torcia para que a repercussão das boas notícias divulgadas as tornassem verdadeiras, nos deparamos com um ambiente onde o choque de realidade é desanimador. O atual condutor da economia do país, o Ministro Joaquim Levy, veio a público comunicar a amarga constatação de que "o dinheiro acabou". Nem precisava se dar ao trabalho. Quem acompanha as notícias sobre economia mesmo nos informativos mais populares sabe que o mar não está para peixe. A fonte dos investimentos inconsequentes, que não levava em conta estudos sérios sobre a viabilidade comercial dos negócios fomentados, secou.

Economia - O Conto do Vigário

Ninguém sabe ao certo como começou nem a origem do nome. Mas quase todo mundo sabe como funciona o Conto do Vigário. Alguém aparece com a promessa de lucro mirabolante. E tudo o que se tem de fazer é um pequeno investimento para levar uma grande vantagem. O folclore popular conta a história de um vigarista que, há muito tempo, convenceu uma rica família carioca de que seria procurador dos herdeiros do francês que projetou o Cristo Redentor. E vendeu o para os ricaços, prometendo que eles passariam a ter os direitos sobre a visitação da estátua.

Economia - O Brasil e a Construção Naval

Em setembro de 1997 o BNDS expediu um relatório que pretendia expor as razões da derrocada da atividade de Construção Naval no país que fez com que caíssemos da 2ª posição no ranking mundial, e 1ª na América Latina, deixando mesmo de figurar entre os 20 países melhor colocados. O conhecimento de tal relatório é de importância fundamental para os que querem entender em que pé nos encontramos agora que retornamos ao cenário mundial e levantamentos indicam que ocupamos a 6ª posição no ranking. 
Porque, apesar de ter sido elaborado há quase 20 anos, o relatório traz informações aplicáveis a atual conjuntura. Entre outras coisas ressalta-se a certeza de que não aprendemos nada com os erros do passado. Continuamos a apostar no protecionismo  e no comprometimento do Estado em prol da incapacidade administrativa dos donos de Estaleiros e Armadores nacionais. Com resultados bastante previsíveis.

Economia - O Sequestro de 3.200 Trabalhadores

"Atenção governo, armadores e fundos de pensão: liberem verbas ou acabamos com a vida de 3.200 famílias"
É com esta ameaça implícita que o Grupo Synergy tem buscado a solução para a grave crise pela qual passa a industria naval fluminense desde que o governo do PT decidiu obrigar a maior empresa estatal brasileira a encomendar seus navios somente em estaleiros nacionais. Para o governo itens como qualidade (baixa), preço (alto) e prazos (supra estendidos) passaram a ser secundários quando comparados ao potencial de geração de empregos do setor naval.
Apesar de ter ativos calculados em cerca de R$ 3,5 bilhões, o Synergy Group  segue a cartilha de German Efromovich, onde uma empresa do grupo não deve socorrer a outra que passe por dificuldades financeiras, sempre que for mais fácil usar a ameaça de demissão em massa para conseguir empréstimos junto a instituições financeiras dentro ou fora do país com o aval do governo.

Economia - Semana Ruim de Eike Batista

Contam que no passado remoto os Césares tinham por hábito mandar matar os coitados dos mensageiros portadores de más notícias. Eike Batista parece que resolveu reeditar o costume dos imperadores ao exonerar Paulo Mendonça do cargo de Presidente da petroleira OGX juntamente com sua diretoria. O pecado deles foi anunciar os verdadeiros números da produção do campo de Tubarão Azul, inicialmente com uma capacidade de produção estimada em 20.000 barris de petróleo por dia, mas que mal chegou a média de 5.000 barris diários. Com o anúncio oficial as ações da empresa, que já apresentavam uma tendência de queda, despencaram fechando a quinta feira com uma perda acumulada de mais de 25%. Tendência que se confirmou ontem (29/06) fechando o pregão valendo 19% a menos.

Economia - Dinheiro de Mentirinha

"CONSTITUIÇÃO FEDERAL - CAPÍTULO II Das Finanças Públicas - SEÇÃO I - Normas Gerais Art. 164.  A competência da União para emitir moeda será exercida exclusivamente pelo Banco Central."O Real cada vez mais se destaca no cenário mundial como uma moeda forte, sendo usado até como opção de câmbio confiável na economia formal de vários países, notadamente na América Latina. Na contramão desta notável valorização de nossa moeda, governos estaduais e suas prefeituras tem estimulado uma equivocada política social que pretende substituir a circulação do Real pela de papéis sem nenhum valor monetário dentro de "comunidades" fechadas pelo arbítrio dos governantes, que aparentemente insistem em não reconhecer a inserção dos moradores de nichos específicos nas grandes comunidades que governam, que são seus Estados e cidades como um todo indistinto.

Economia - O Calote Americano

Mais uma ameaça a nossa economia
Os Estados Unidos ameaçam não pagar a quem devem e você se pergunta, o que eu tenho com isso? Uma pergunta pertinente uma vez que você tem certeza de que não emprestou nenhum dinheiro aos nossos irmãos do norte. Bem feito para quem emprestou. O que você não sabe é que indiretamente emprestou sim, e está correndo o risco de não receber de volta o dinheiro fruto do seu suor. 

Afinal onde você pensa que o nosso governo arruma dinheiro para suas peripécias financeiras?