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Artes - Cultura Nua

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Se procurarem nas redes sociais encontrarão performances nudistas desde muito tempo. Na maioria dos casos, a reação dos que vêem as fotos é jocosa. Os nudistas performáticos em geral são motivo de risos e  de piadas para os usuários das redes sociais e, a rigor, não chocam a quase ninguém. Então porque insistem que a recente crítica ao evento do Museu de Arte Moderna se deve apenas a um preconceito?

O Estado é um paquiderme que leva uma eternidade para dar a volta sobre o próprio eixo. Manifestações contra os critérios que norteiam promoções de cunho social, como é o caso dos programas de incentivo a cultura, podem levar décadas para ser sentidas pelo gigante, garantindo a sobrevida e o lucro dos que se locupletam do sistema sem produzir nada útil.

De modo que, se dependesse apenas da reação estatal frente as manifestações, eles nada teriam com o que se preocupar. Mas a resposta imediata aos boicotes pelos empresários é uma novidade que provoca nos auto-intitulados artistas o temor que o cancelamento das generosas contribuições se generalizem, tirando deles o que tem sido desviado dos que ficam à mingua na busca legítima por um patrocínio.

Manter o status de arte às suas aberrações tornou-se fundamental. É patente o desespero dos embusteiros que vêem pairar uma séria ameaça sobre a mina de ouro que é chamar qualquer porcaria de arte. Por isso gritam e esperneiam: É arte! É arte! Porque, sem a forçada definição de arte, não haveria nada em suas performances que valesse o dinheiro gasto.

Desesperados, se voltam violentamente contra o público a quem deveriam atender como artistas que dizem ser. Querem convencer a força que há na nudez uma roupagem que só os sábios e os entendidos podem enxergar. Ofendem a inteligência dos consumidores, chamando-os de ignorantes por denunciarem seu único objetivo, que é arrancar dinheiro de um programa de incentivo sem critérios definidos.

Tal qual o menino da obra de Hans Christian Andersen, o público aponta o dedo com muita razão, denunciando que eles estão apenas nus. Tão só e desgraçadamente nus. Que não há nenhuma concepção artística em tirar a roupa, onde quer que seja.

Sem o patrocínio morrerão de fome porque, até provem o contrário, não sabem fazer outra coisa além de ficar nus. E excetuando lá uma ou outra senhora que gasta sua pensão nos clubes de mulheres, não há ninguém que queira pagar para ver um homem nu.

A não ser o Estado. Se eles continuarem gritando que é arte, até que alguém lá em cima acreditar.



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