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Literatura - Desafio do Face

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O desafio consiste no seguinte: fomos apresentados a duas listas, uma com os dias do mês e outra com os meses do ano. Na lista dos dias são relacionadas 31 situações ou características atribuíveis a personagens e na lista dos meses há os nomes de 12 seres fantásticos. Juntam-se o dia e o mês do nascimento de cada participante para se formar diferentes títulos fictícios para livros.

Pois bem. Fomos então desafiados a escrever um texto contando uma estória relacionada ao título que coube a cada um de nós. Eu nasci no dia 30 que corresponde na lista a "Viciado em Games". Como o mês do meu nascimento é Dezembro então meu personagem é "O Fantasma".
(E você? Veja na foto ao lado o nome do seu livro) ▲

Missão dada, missão cumprida. Passo então a contar a história que criei para este desafio:

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O FANTASMA VICIADO EM GAMES

Saulo acordou no meio da noite sem entender por quê. O relógio na mesinha da cabeceira indicava que passava pouco da meia-noite. Foi então que ele ouviu o que pareciam ser tiros. "Ah, então foi isso que me acordou.", pensou "Tiros!".

Mas espere! O barulho meio abafado parecia vir de dentro de casa. Teria ele esquecido a TV ligada? Foi a primeira coisa que lhe ocorreu. Ainda tropego de sono, levantou-se e seguiu pelo corredor que separava o quarto da sala. O que ele viu fez com que os pelos de sua nuca se arrepiassem. Na sala, iluminada apenas pela luz azulada do vídeo, parecia haver alguém sentado no sofá, de frente para a TV onde se passavam cenas de seu jogo eletrônico preferido.

Contrariando o instinto de correr de volta para o quarto e ligar para a polícia, Saulo se viu contornando o sofá, pé ante pé, até poder ver claramente a figura do invasor. Lá estava um menino aparentando entre dez e doze anos com uma pele tão clara que naquela luz parecia quase translúcido, com os olhos vidrados no movimento das personagens na tela, tão absorto no jogo, que pareceu não perceber a presença de Saulo.

Foi então que o garoto virou a cabeça lentamente na direção de Saulo e, num sussurro que parecia ecoar em sua mente, disse:
- Deixa eu brincar mais um pouco tio. Eu prometo que não vou quebrar.
Saulo abriu a boca para dizer alguma coisa e assim permaneceu, boquiaberto e mudo. O pequeno aparentemente interpretou aquilo como um “sim”, pois voltou a se concentrar na missão. Durante todo o tempo que passou, não se saberia precisar o quanto, apesar do inusitado da cena, Saulo só conseguia pensar em como o menino jogava bem. Ele se desincumbia das piores situações, passando pelas fases do jogo com uma facilidade que nem o próprio Saulo poderia imaginar.

De repente o menino colocou o controle cuidadosamente sobre o sofá e Saulo ouviu de novo aquela mesma voz onipresente, mas doce.

- Minha mãe está me chamando tio. Eu posso voltar amanhã pra continuar?

- C-claro. Balbuciou de volta, sem pensar no que dizia.
Foi então que algo incrível aconteceu. Diante de seus olhos a figura do menino começou a se desvanecer no ar, deixando sulcos marcados no sofá, como prova inegável de que alguém estivera sentado ali por um bom tempo.

Depois de alguns minutos de estupefação, Saulo desligou a TV e o vídeo game. Já de volta ao quarto, se deitou sem olhar as horas. Saulo só conseguia imaginar como seria encontrar de novo aquele garoto na noite do dia seguinte.

“Afinal”, pensou, “Fantasma ou não, alguém que goste tanto assim de vídeo games não pode ser uma má pessoa. - Ou pode?”.

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Gostou? Quem quiser que conte outra.

Créditos da Brincadeira:

O Desafio foi lançado no CLUBE DO LIVRO pelo meu amigo +Alexandre Lourenço
A foto usada eu rastreei sua origem até a +Mariza Raquel
Qualquer semelhança com fatos ou eventos reais terá sido mera coincidência.


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