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Economia - Atestado de Burrice

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O departamento de propaganda petista está promovendo farta distribuição de atestados de burrice. E tem gente brigando para entrar na fila e levar o seu.

Já estava previsto que o PT iria botar a culpa por seus desvarios em qualquer um que assumisse o governo depois deles. Com o impeachment em andamento calhou de ser o Michel Temer, Vice Presidente na chapa da Dilma. Mesmo sendo avisados de antemão, ainda tem gente comprando a ideia de que o Temer seja o culpado por tudo de ruim que está acontecendo no Brasil.


Esta semana o Senador Lindbergh Farias teve o desplante de comemorar os índices de desemprego apresentados no trimestre passado e colocá-lo na conta do Michel Temer, mesmo sabendo que os dados se referem ao período do exercício do governo de Dilma Rousseff.

Agora Temer está sendo culpado pelo aumento nos salários do Judiciário e do déficit de 60 bilhões de Reais que o efeito cascata causará aos cofres públicos com o aumento de salários de todo o funcionalismo federal. O acusam de não ter agido para impedir, como se o Temer ainda contasse com o Mensalão para influir nas decisões dos parlamentares, como fizeram o Lula e a Dilma durante o período de seus governos.

Tão acostumados estão com a ditadura branca imposta pelo Partido dos Trabalhadores através da compra dos parlamentares e a cooptação de Juízes do Supremo Tribunal Federal, que ainda acreditam que o Presidente do Brasil possui poderes ilimitados. Como se ele pudesse desfazer os malfeitos do governo anterior apenas com sua vontade.

Leia também:

Acontece que o Presidente interino Michel Temer não tem poder nem para extinguir uma porcaria de um Ministério, ato que seria da competência exclusiva do poder Executivo, querem que ele influencie em decisões do Legislativo e do Judiciário que já estavam acordadas desde os tempos da Dilma.

Ao assumir o governo, Temer encontrou o cofre arrombado. Ele nada mais poderia fazer senão contabilizar o estrago e mandar a conta para ser reconhecida e aprovada pelo Congresso Nacional. Nas contas do rombo já estava contabilizado o aumento do Judiciário e do funcionalismo público previstos no Orçamento desde o ano passado, quando 54 milhões de brasileiros ainda comemoravam a vitória da Dilma nas urnas, e já dependia apenas da aprovação do Congresso Nacional.

Como quem dissesse:

"Se Vossas Excelências aprovarem os aumentos de salários previstos no orçamento (e ele sabia que seriam aprovados, porque já havia um acordo neste sentido assinado pela Presidente Dilma) o rombo é de 170 bilhões de Reais."

A quem interessa que Michel Temer compre uma briga que se sabe já perdida contra os Ministros do STF, os parlamentares no Congresso Nacional e os funcionários públicos da esfera Federal?

Interessa a quem quer enfraquecê-lo naquilo que realmente importa ao projeto posto em curso logo nos primeiros dias. Temer tem uma proposta audaciosa que inclui mudanças na Constituição Federal. Certamente a PEC (Proposta de Emenda Constitucional) é a mais difícil e a mais relevante de todas as propostas que ele apresentou nestes 15 dias de governo.

Comprar brigas contra quem quer a volta de Ministérios extintos, contra quem não pensa nas consequências futuras dos atos legislativos que ainda estão em votação desde os tempos do governo Dilma nesta altura do governo seria um tiro no pé.

Indispor-se com o Congresso, o Judiciário, e com os funcionários da esfera Federal neste momento significaria inviabilizar a alteração da Constituição Federal e dar adeus a qualquer projeto de salvação do país, impedindo Temer ou qualquer outro que venha assumir o governo de governar.

Por isso Temer faz concessões à gritaria que vem dos inconsequentes, que não pensam no bem maior do país. Há coisas muitos mais importantes que precisam ser aprovadas urgentemente e dependem de apoio. No Congresso e no Judiciário.

Mas os "lindberguianos" continuarão na sanha de distribuir atestados de imbecilidade á população ignara. E sempre haverá alguém na fila brigando para receber o seu.

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