Pular para o conteúdo principal

Choose Your Language - by Google

Política - Vai Anular Seu Voto Por Quê?

Política eleitores são enganados
Circula na internet, uma campanha explícita pelo voto nulo em prol da anulação do pleito eleitoral e subsequente marcação de novas eleições, com novos candidatos, uma vez atingida a marca de 51% dos votos nulos com base no artigo 224 do Código Eleitoral.

Cuidado! O voto nulo não serve para nada inocente!

Quando muito, o voto nulo pode ajudar a acirrar a disputa aumentando as chances de candidatos com pouca representatividade e menor expressão, ou pior, pode aumentar as chances dos donos de currais eleitorais, dando oportunidade aos desesperados, quando o número de votos válidos for menor.
"[A Constituição Federal], em seu art. 77, § 2º, ao dispor sobre a eleição do Presidente, sob o sistema majoritário de dois turnos [02], estabeleceu que eleito estará aquele candidato que obtiver a maioria absoluta dos votos, excluindo-se os nulos e os em branco.(...)
O dispositivo em comento (art. 224 do Código Eleitoral), ao se reportar a nulidade, está disciplinando hipótese de julgamento nesse sentido por parte da Justiça Eleitoral. Essa nulidade somente abarcará os votos válidos; portanto, não computados brancos e nulos, que estejam eivados de vícios que ensejam a anulação. Tais vícios que ensejam a anulabilidade da votação são apontados no art. 222 do Código Eleitoral, a saber: falsidade, fraude, coação, uso de meios de que trata o art. 237 [05], emprego de processo de propaganda ou captação de sufrágio vedado por lei."
 Fonte:
Você não está proibido de anular seu voto.
Embora o comparecimento às urnas ou a devida justificação por ausência sejam obrigatórios, o voto no Brasil ainda é livre.
Mas se você resolver anular seu voto, é bom que pelo menos você saiba o que está fazendo.
Vote conscientemente. Não se deixe enganar.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Economia - O Conto do Vigário

Ninguém sabe ao certo como começou nem a origem do nome. Mas quase todo mundo sabe como funciona o Conto do Vigário. Alguém aparece com a promessa de lucro mirabolante. E tudo o que se tem de fazer é um pequeno investimento para levar uma grande vantagem. O folclore popular conta a história de um vigarista que, há muito tempo, convenceu uma rica família carioca de que seria procurador dos herdeiros do francês que projetou o Cristo Redentor. E vendeu o para os ricaços, prometendo que eles passariam a ter os direitos sobre a visitação da estátua.

Economia - O Fundo do Poço

No final de 2015, até meados de 2016, muitos torciam para chegarmos logo ao fundo do poço, na esperança de que, não tendo mais para onde descer, começássemos a subir. Os mais pessimistas avisavam que seria bom não encontrarmos um lamaçal que nos prendesse no fundo por muito tempo.

Opinião - Cleptomania Não É Crime

Comecemos pelo óbvio. Embora a cleptomania não seja um crime, pode levar as pessoas a cometer um crime tipificado no código penal. Dependerá de um juiz aceitar ou não a alegação do distúrbio como atenuante, mas o fato é que, uma vez que a pessoa roube, ela cometeu um crime. Então vamos repetir para não perder o fio da meada: cleptomania não é crime, mas o ato de roubar mesmo quando provocado pela compulsão é.