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Política - Barraco Federal

izabella-teixeira
O que era para ser um Fórum democrático virou um grande barraco, tendo como protagonista uma Ministra da República Brasileira. A autoridade não gostou da manifestação silenciosa de alguém na assistência que levantou o desenho de uma motosserra, como a denunciar a inépcia do governo em coibir o desmatamento que todos sabemos que acontece em nossas florestas. Isso admitido pelo próprio governo. Porque quando eles mostram números indicando a diminuição do desmatamento na verdade estão admitindo que o desmatamento ainda existe. 


Sua Excelência achou por bem que deveria coibir a manifestação e aos berros dirigiu diversos impropérios contra a jovem. E o que era para ser um fórum de debates virou uma feira onde ganha quem grita mais. E a julgar pelos puxa-sacos que apupavam a cada vez que a Ministra gritava a plenos pulmões que a garota não era nem nascida quando ela entrou para a vida pública, a representante deste governo que aí está ganhou o debate.



Quem perdeu foi o Brasil. Estavam presentes à seção representantes do BNDES, do Banco Mundial e mais os Ministros da Noruega e da Alemanha. Izabella esqueceu a quem ela representava na mesa e "subiu nas tamancas" para defender o seu bom nome como servidora pública aposentada, mas que está "trabalhando até agora". O despreparo dos representantes dos Ministérios Brasileiros sempre foi patente. A política do toma-lá-dá-cá incentivada pelo Executivo desde os tempos do ex-presidente Lula nunca privilegiou a capacidade intelectual ou técnica de quem quer que fosse. Sempre foi um jogo de interesses onde cargos importantes nunca passaram de moeda de troca para o partido da situação. E aí está o resultado.

Era ao Brasil, com seus mais de 190 milhões de cidadãos, que a Ministra nomeada deveria estar representando. Mas ela preferiu abusar da autoridade a si inferida para defender seus interesses pessoais. E quais seriam os interesses da ministra naquele momento? Que ninguém ousasse contradizer nada do que ela apresentava, independente de ter ou não ter fundamento. Mesmo que o manifestasse silenciosamente, com um cartaz erguido no fundo da sala. A democracia foi mais uma vez posta de lado, para que os verdadeiros interesses de quem pensa estar no poder demonstrassem suas verdadeiras preocupações.

E os ministros da Noruega e da Alemanha nesta hora devem ter se lembrado da célebre frase do colega francês, Charles de Gaulle. O Brasil até que tem se esforçado. Mas ainda parece longe de ser considerado  um país sério pelas potências mundiais que assistiram perplexas a mais este vexame federal.

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