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Esportes - Agora, Acertar é o Mano!

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Depois de passar por um período difícil em que se cogitou desde a falta de definição até a total perda de rumo, a seleção do Mano Menezes parece estar dando a volta por cima com estilo. Um estilo creditado ao antes criticado técnico da seleção. Como sempre já começou o "oba-oba" sobre as perspectivas do time brasileiro na Copa do Mundo de Futebol. Só porque ganhamos, e diga-se ganhamos bem, dois amistosos.


Mano Menezes assumiu o comando da Seleção Brasileira em julho de 2010, depois da recusa de Muricy Ramalho. A proposta da renovação da Seleção com vistas à Copa de 2014 a ser realizada no Brasil era a tônica principal dos discursos dos dirigentes da Confederação Brasileira de Futebol. Tratar-se-ia de uma necessidade premente depois do fracasso na Copa da África do Sul. Estrear com uma vitória sobre o time dos Estados Unidos com um time formado por jovens jogadores de times no Brasil, esquecendo por um tempo os medalhões da chamada "legião estrangeira" foi decisivo para que ele se tornasse uma unanimidade entre os torcedores. "Agora vai" diziam os otimistas mais exaltados.


Mas a vida de técnico brasileiro está longe de ser considerada a mais gratificante do mundo. Mesmo tendo avisado repetidamente que durante a renovação da seleção algumas derrotas viriam naturalmente, Mano Menezes passou a ser criticado depois das derrotas para rivais tradicionais como Alemanha, França e Argentina. A eliminação do Brasil nas quartas de finais da Copa América para o Paraguai e o consequente rebaixamento do Brasil na classificação geral da Fifa, onde passamos a figurar em sétimo lugar, fez com que o técnico fosse duramente criticado, não apenas pelos apaixonados torcedores, mas também por comentaristas e técnicos que vivem do futebol.

Agora na reta final da estréia da seleção nas Olimpíadas 2012 a convocação do dia 11 de maio para quatro amistosos praticamente seguidos era vista com desconfiança. Mas bastou que os meninos do Mano vencessem  os dois primeiros amistosos (Dinamarca por 3 a 1 e Estados Unidos por 4 a 1) para que o discurso mudasse. E vemos reeditada pelos principais comentaristas do país a frase "Agora vai".

Finalmente parece que o estilo Mano de ser foi definitivamente assimilado pelos jogadores. Há algum tempo Mano prega um jogo mais ofensivo, com uma marcação adiantada forçando o erro dos adversários. No entanto a diferença entre a teoria e a prática passava necessariamente pela dificuldade técnica dos jogadores na obediência tática imposta pelo treinador, de modo que Mano se viu obrigado a improvisar em alguns momentos e mesmo fugir a sua características a fim de garantir os resultados, nem sempre alcançando o sucesso esperado.

A estratégia do time de Mano Menezes é muito óbvia, e talvez por isso mesmo tem surpreendido seleções formadas por jogadores mais experientes. Em geral os jogadores que jogam na defesa são menos habilidosos do que os que compõem o ataque. Então, teoricamente, seria mais fácil forçá-los a errar do que esperar o erro dos atacantes, para então partir ao ataque. O técnico brasileiro opta então por jogadores que sejam capazes de executar esta pressão sobre os defensores, tomando a bola ainda na defesa do adversário. Os menos otimistas ainda duvidam da condição física dos jogadores em manter esta pressão durante os noventa minutos em cada jogo na sequência de vários jogos numa competição oficial. Quando a intenção de Mano talvez seja definir o jogo se possível ainda no primeiro tempo, deixando o segundo tempo para  tentar administrar o resultado, como vimos nos últimos dois jogos.

Veremos quem tem razão ao final da Olimpíada. Neste meio tempo ainda temos mais dois amistosos onde Mano poderá testar se o estilo de jogo foi mesmo assimilado por seus comandados, ou se ainda serão necessários mais alguns ajustes. Por enquanto a única certeza é que, se tem alguém por quem devemos torcer que acerte, este alguém é o Mano.

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