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Filosofia - Hoje de Manhã, Eu e o Mosquito


Quem surgiu primeiro, o sangue ou o mosquito?
O mosquito estava pousado, incógnito, numa blusa preta no toalheiro do banheiro quando eu entrei para satisfazer minhas necessidades diárias de higiene.
Foi quando a estupidez do mosquito o revelou a mim.
Excitado pela perspectiva de saciar a fome, ele me rondou como quem não soubesse como escolher o melhor pedaço em uma lauta refeição. Enquanto ele revoluteava em torno de mim ameaçando enterrar seu ferrão em minha pele, eu me pus a questionar.

O que seria capaz de despertar assim o apetite voraz daquele mosquito?
O cheiro do sangue embaixo de minha pele?
Quando foi que o mosquito se deu conta de que meu sangue poderia lhe proporcionar um apetitoso dejejum?
O que veio a existir primeiro?
Meu sangue, ou o mosquito?
Se o mosquito veio primeiro, do que ele se alimentava antes?
Ou se eu surgi primeiro, o sangue embaixo de minha pele o tornou um vampiro?
Como ele soube do sangue? Como?


Dei um tapa no ar, como quem tenta exorcizar maus pensamentos e, ao passo que eu pulverizava o mosquito entre as palmas de minhas mãos, me dei conta de que eu mesmo também tinha fome.
E fui tomar o meu café da manhã.

Hum! Como souberam que grãos moídos poderiam ser usado para fazer pães?

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