Pular para o conteúdo principal

Choose Your Language - by Google

Filosofia - Gente Ignorante

A imposição da ignorância
Hoje me deu vontade de falar da gente. É, falar de nós mesmos. Todos nós somos ignorantes em algum aspecto. Já sugeriram que não se pode saber tudo. Mesmo um médico, hoje respeitado pelo conhecimento que possue sobre as mazelas a que o corpo humano está suscetível, um dia ignorou tais assuntos. Agora ele usa seu conhecimento para ajudar pessoas que são tão ignorantes quanto ele já foi um dia. Em contra partida existem tantas outras coisas que este doutor provavelmente ignora. Somos seres gregários e interdenpendentes por natureza. De modo que o conhecimento de uns tende a suprir a deficiência de outros, esperando por um retorno equivalente que supra a sua própria ignorância. Ser ignorante para nós é tão natural quanto é o ser humano.





A ignorância pode ser uma bênção como dizem por aí, desde que se reconheça o deficit do conhecimento e se esteja pronto a receber ajuda daqueles que lograram alcançar algum conhecimento específico sobre aquilo que ignoramos. O fim da ignorância se dá através da busca e da consequente aquisição do conhecimento. Mas pode ser também uma desgraça para o ser humano se dispor a admitir que não entende de fato aquilo do que está falando ou, ainda pior, não admitir e divulgar a ignorância como se tratasse de um conhecimento adquirido. Os que seguem a tais propagadores de equívocos continuarão ignorantes, mas dificilmente admitirão isso. Porquanto estão convencidos de que sabem aquilo que na verdade desconhecem.

Então, para erradicarmos a ignorância, não nos bastaria apenas buscar e adquirir conhecimento. Seria preciso ainda usar o senso crítico que nos é inerente e verificar racionalmente se aquilo que nos têm ensinado trata de um verdadeiro conhecimento, ou se não seria só mais uma mistificação da ignorância, fantasiada com a pompa e a circunstância que os ignorantes crônicos costumam dar às suas alegações improváveis. E quão grande e quão danoso pode ser o poder dado aos que, sem saber, se comportam como se soubessem alguma coisa sem saber.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Economia - O Conto do Vigário

Ninguém sabe ao certo como começou nem a origem do nome. Mas quase todo mundo sabe como funciona o Conto do Vigário. Alguém aparece com a promessa de lucro mirabolante. E tudo o que se tem de fazer é um pequeno investimento para levar uma grande vantagem. O folclore popular conta a história de um vigarista que, há muito tempo, convenceu uma rica família carioca de que seria procurador dos herdeiros do francês que projetou o Cristo Redentor. E vendeu o para os ricaços, prometendo que eles passariam a ter os direitos sobre a visitação da estátua.

Jornalismo - O "X" do Triplex

"- Fala companheiro, Tudo tranquilo?
- Você falou de um esquema...
- Ah, tá. É o seguinte... Sabe a Cooperativa? Então. Eu vou mandar construir um prédio inteiro só pra gente... Isso... pra diretoria... Em Guarujá. Você vai ficar com a cobertura, claro."
...
"É... Ninguém precisa pagar nada. Vou cobrar cota extra dos bancários. Eu dou os papéis de 'cotas' pra vocês, assino uns recibos e, para todos os efeitos, vocês são cooperados. Mas tem que declarar, senão vai sujar... Vou passar as mais baratas, só para constar. Não tem erro."

Economia - O Brasil e a Construção Naval

Em setembro de 1997 o BNDS expediu um relatório que pretendia expor as razões da derrocada da atividade de Construção Naval no país que fez com que caíssemos da 2ª posição no ranking mundial, e 1ª na América Latina, deixando mesmo de figurar entre os 20 países melhor colocados. O conhecimento de tal relatório é de importância fundamental para os que querem entender em que pé nos encontramos agora que retornamos ao cenário mundial e levantamentos indicam que ocupamos a 6ª posição no ranking. 
Porque, apesar de ter sido elaborado há quase 20 anos, o relatório traz informações aplicáveis a atual conjuntura. Entre outras coisas ressalta-se a certeza de que não aprendemos nada com os erros do passado. Continuamos a apostar no protecionismo  e no comprometimento do Estado em prol da incapacidade administrativa dos donos de Estaleiros e Armadores nacionais. Com resultados bastante previsíveis.